A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez duras críticas à postura do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que inicialmente negou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um hospital particular para realização de exames.
O pedido foi apresentado após Bolsonaro sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da PF (Polícia Federal), onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
“A saúde e a vida do meu marido agora está nas mãos do PGR”, disse Michelle, em crítica ao fato de Moraes ter determinado que a PGR se manifeste sobre o pedido da defesa de Bolsonaro.
Em conversa com jornalistas em frente ao local onde o ex-presidente está detido, ela disse que o marido está sendo “negligenciado”.
“A gente não sabe por quanto tempo ele [Bolsonaro] esteve desacordado e ele não sabe explicar. Então a gente não sabe o que está acontecendo. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente, que bateu com a cabeça em um móvel, não tem autonomia, a gente está esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberar”, continuou.
Ela relembra quadros de apneia que o ex-chefe do Executivo apresentava enquanto ainda estava em casa: “Na minha casa, quando ele tem quadro de apneia, eu fico virando ele durante a noite, isso é comprovado. Então, mais uma vez, provou que o atendimento aqui não é rápido e que infelizmente ele está aquém”.
Michelle informou ainda ter solicitado um relatório à Polícia Federal para entender em que horário a cela foi aberta e toda a linha do tempo que se seguiu depois disso. Aos jornalistas reiterou sua preocupação: “a gente sabe que ele não está bem”.
“Então a saúde e a vida do meu marido agora está nas mãos do PGR”, afirmou.

