Teto da aposentadoria do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

Aposentados e pensionistas que recebem do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) um benefício acima de um salário mínimo vão ter um reajuste de 3,9% a partir de fevereiro. Com isso, o valor máximo, que se manteve até o ano passado em R$ 8.157,40, passa agora para R$ 8.475,55.

Conforme portaria do governo, o reajuste será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025. Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário mínimo, que subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618.

Para quem recebe o salário mínimo, o pagamento das aposentadorias e pensões com reajuste vai de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. Já o pagamento dos benefícios do INSS acima do mínimo com a correção de 3,9% vai de 2 a 6 de fevereiro. 

Embora o aumento de 3,9% dado pelo governo, por mais um ano, os aposentados e pensionistas que ganham além do mínimo não terão aumento real (acima da inflação), recebendo o equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Quem recebe o mínimo, no entanto, teve reajuste real de 2,5%, segundo a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024, que restringe o aumento real ao teto de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.

Contribuição

As faixas de contribuição ao INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos também foram atualizadas.

As alíquotas são de 7,5% para aqueles que ganham até R$ 1.621,00; de 9% para quem ganha entre R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84; de 12% para os que ganham entre R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27; e de 14% para quem ganha de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55.

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