Um corpo encontrado enterrado em uma área de mata, em um sítio localizado em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, vestia um uniforme de educação física da Polícia Militar. A informação reforça a suspeita de que a vítima seja o soldado Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde a noite da última quarta-feira (7).
Fabrício foi visto pela última vez em uma adega na zona sul da capital paulista. No dia seguinte ao desaparecimento, o carro do policial, um Ford Ka, foi localizado completamente carbonizado em uma área de mata em Itapecerica da Serra, município vizinho a Embu-Guaçu.
As investigações iniciais apontam que o soldado pode ter se envolvido em uma discussão com um suposto traficante e, posteriormente, sido vítima de um chamado “tribunal do crime”. No entanto, segundo a Polícia Militar, a dinâmica do caso ainda está em fase preliminar.
Em entrevista, o capitão da PM Marcos Bazela afirmou que quatro pessoas foram presas até o momento e que todas apresentaram versões contraditórias durante os depoimentos. As identidades dos suspeitos ainda não foram divulgadas.
Três dos detidos, presos na sexta-feira (9), teriam sido as últimas pessoas a ver o soldado com vida. O quarto suspeito é o caseiro do sítio onde o corpo foi localizado, cuja prisão foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) neste domingo (11).
De acordo com Bazela, a Polícia Judiciária seguirá apurando o envolvimento individual de cada suspeito antes de definir responsabilidades criminais.
O corpo foi encontrado na madrugada deste domingo, enterrado em uma área de mata. A polícia informou que não há indícios de que o local funcione como cemitério clandestino, e que a utilização da área teria ocorrido de forma pontual.
A localização foi possível graças ao cruzamento de informações do sistema da PM, ao trabalho de investigação da Polícia Civil e a denúncias feitas pela população. A operação mobiliza mais de mil policiais militares e centenas de viaturas.
Equipes do Batalhão de Choque localizaram o corpo com o auxílio de um cão farejador. Os agentes removeram parte da terra para uma identificação preliminar, mas o rosto da vítima não foi exposto no local. Apesar disso, a polícia informou que o corpo não apresentava sinais de estar irreconhecível.
“Ele estava com vestes, com o uniforme de educação física da Polícia Militar, o que aumentou as evidências de que se trata do soldado Fabrício”, afirmou o capitão Bazela.
A área segue isolada para perícia. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem confirmar oficialmente a identidade da vítima e indicar a causa da morte.
Além do Ford Ka do PM, um veículo Corsa cinza, visto circulando atrás do carro do soldado no dia seguinte ao desaparecimento, também será periciado. A polícia ainda busca imagens de câmeras de segurança da adega onde teria ocorrido a discussão inicial.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra.
Fabrício Gomes de Santana era soldado da Polícia Militar, lotado no Comando de Policiamento de Área Metropolitano 10 (CPA-M10), e estava prestes a se casar no civil na última sexta-feira.

