Oposição reage a veto de Lula ao PL da Dosimetria e prevê derrubada de decisão

Parlamentares da oposição reagiram com críticas ao veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, anunciado nesta quinta-feira (8), durante cerimônia no Palácio do Planalto.

Relator da proposta e presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força divulgou nota de repúdio à decisão presidencial. Segundo ele, o veto ignora o esforço coletivo do Congresso Nacional e reacende conflitos institucionais que, segundo o parlamentar, já haviam sido superados.

Para Paulinho, a medida transmite um sinal preocupante de que o país não busca a pacificação entre os Poderes. “Ao vetar o projeto, o presidente desconsidera a construção coletiva do Parlamento e opta pelo confronto permanente”, afirmou. 

O deputado disse ainda que já trabalha para a derrubada do veto e defendeu a medida como um caminho para a pacificação institucional, “com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia”.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também se manifestou nas redes sociais. Em publicação, afirmou que o presidente Lula tem ciência de que o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso Nacional. Segundo ele, a decisão evidencia o que classificou como hostilidade do governo em relação a parlamentares conservadores e de direita.

Já o deputado federal Onyx Lorenzoni (PL-RJ) criticou duramente o governo e classificou o veto como um ato “calculado” e “cruel”. Para o parlamentar, a decisão tem caráter de retaliação política.

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, também se posicionou nas redes sociais. Assim como outros integrantes da oposição, ele classificou o veto como um ato de “vingança” e questionou o que chamou de excepcionalidade no tratamento jurídico do tema.

“O que se assiste não é Justiça, é vingança. Não é democracia, é exceção permanente”, afirmou.

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