Lula comanda ato pelos três anos do 8 de Janeiro em meio à expectativa de veto ao PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comanda, na manhã desta quinta-feira (8), um ato em memória dos três anos dos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023. A cerimônia acontece no Palácio do Planalto e ocorre sob a expectativa de um possível veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria.

O evento será marcado pela ausência das cúpulas do Congresso Nacional. Não confirmaram presença o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), nem o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Até a noite de quarta-feira (7/1), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin também não havia confirmado participação. A Corte, por sua vez, organizou uma programação própria para lembrar a data.

A solenidade está marcada para as 10h, no Salão Nobre do Planalto, e deve reunir ministros, autoridades e representantes da sociedade civil. Paralelamente, militantes do PT e integrantes de movimentos sociais organizam uma manifestação em defesa da democracia em frente ao Palácio do Planalto, com expectativa de cerca de 3 mil participantes.

Assim como ocorreu nos dois últimos anos, ao final da cerimônia, o presidente Lula deve descer a rampa do Planalto para cumprimentar apoiadores, que acompanharão o evento por meio de um telão instalado na Praça dos Três Poderes.

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, além da defesa da democracia e da condenação ao golpismo, o ato também abordará o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido no último sábado (3/1).

“O centro do ato de 8 de janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo. Este é o primeiro 8 de janeiro após a condenação e prisão dos envolvidos. Evidentemente, os temas da soberania e da defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e estarão presentes de forma complementar. O Brasil defende a democracia com soberania nacional”, afirmou Boulos.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também relacionou a data à defesa da soberania na América do Sul ao convocar a população a participar das mobilizações. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela destacou a importância das condenações dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

“É fundamental ressaltar esses fatos neste momento em que a soberania do nosso continente volta a ser ameaçada como não se via desde os tempos da Guerra Fria. Nós sabemos quem defendeu e quem continua defendendo, de forma sincera, a democracia junto ao povo brasileiro. São aqueles que se dizem contra ditaduras em outros países, mas tentaram implementar uma ditadura no Brasil”, declarou a ministra.

CONTEÚDO RELACIONADO

Mais notícias